Algoritmos do Google: entenda as funções de cada um - Alpina Digital Branding

21.08.2018

Algoritmos do Google: entenda as funções de cada um

Se você é um indivíduo antenado, atento às novas tecnologias, que surfa pela web diariamente e procura sempre estar bem informado, você já deve ter ouvido falar a respeito de um tal de Google, certo?

Brincadeiras a parte, é óbvio que grande parte da população que habita este planeta – e a órbita dele – conhece o Google, sabe para que serve e o utiliza todos os dias. Mas o que muita gente não sabe, é que existem diversos fatores que influenciam a ordem daquilo que é exibido nos resultados de pesquisa.

A luta para permanecer no topo dos resultados – ou ficar o mais próximo possível dele – é uma preocupação diária de quem trabalha com criação de conteúdo, desenvolvimento de sites e marketing digital, pois o Google atualiza constantemente os algoritmos que realizam o cálculo de ranqueamento.

O que são os algoritmos?

De uma forma simples e resumida, os algoritmos do Google têm o papel de filtrar os bilhões de resultados encontrados para suas buscas na internet, e definir aquilo que é mais relevante para você, com base em centenas de fatores.

Quer saber mais a respeito de alguns desses fatores? Clique aqui.

Com isso, ele determinará a ordem em que os links serão exibidos, fazendo com que seja muito mais fácil encontrar o que se precisa na internet.

Ao longo dos anos, os algoritmos do Google passaram por diversas atualizações, com mudanças extremamente significativas em cada uma delas.

Quais foram os algoritmos do Google?

Florida (2003)

→ Início: Novembro de 2003
→ Objetivo: Diminuir o uso de técnicas de BlackHat.

Em 2003, quem trabalhava com internet já havia tido tempo o suficiente para descobrir os fatores que influenciavam o posicionamento das páginas no Google, e também para descobrir “trapaças” que facilitariam o caminho até o topo. Essas trapaças são conhecidas como Black Hat, e eram muito comuns até então.

Com o objetivo de combater os sites que utilizavam essas práticas para benefício próprio, o Google lançou o Florida Update, fazendo com que, em média, 72% dos sites que antes estavam no top 100 dos resultados desaparecessem.

Panda (2011)

→ Início: Fevereiro de 2011
→ Objetivo: Punir sites com conteúdo de baixa qualidade.

Muito tempo depois, foi lançado o Panda Update. Através dele, o Google passou a determinar uma espécie de Pontuação de Qualidade de Conteúdo para as páginas, e fez com que sites de baixa qualidade perdessem posições no ranking.

Principais alvos da atualização:

Conteúdos duplicados;
Plágios;
Spam;
Fraca experiência de usuário.

Penguin (2012)

→ Início: Abril de 2012
→ Objetivo: Punir sites com táticas de manipulação de links.

A partir de 2011, as atualizações no algoritmo tornaram-se mais frequentes. Um ano após o lançamento do Panda, o Google lançou o Penguim Update, que, na época, também ficou conhecido como Webspam Update.

Essa atualização visava controlar o excesso de otimizações nos sites – motivadas pelas atualizações anteriores -, e também penalizar novas técnicas de Black Hat, principalmente as relacionadas a Link Building.

Principais alvos da atualização:

Links vindos de sites de baixa qualidade e/ou irrelevantes;
Links vindos de sites criados apenas para Link Building;
Links com excesso de Textos Âncora.

Pirate (2012)

→ Início: Agosto de 2012
→ Objetivo: Combater a distribuição de conteúdo pirata.

Ainda em 2012, surge o Pirate Update. Sua função era prevenir que sites que tivessem um grande número de denúncias por violação de direitos autorais (conteúdo pirata) ficassem bem posicionados nas pesquisas.

Embora essa atualização tenha surtido algum efeito, todos sabemos que ainda existem diversos sites que distribuem conteúdo pago de forma gratuita ilegalmente (sim, eu estou falando do Pirate Bay).

Principais alvos da atualização:

Conteúdo pirata;
Violação de direitos autorais.

Hummingbird (2013)

→ Início: Agosto de 2013
→ Objetivo: Aprimorar os resultados de busca.

O Hummingbird foi uma grande atualização, que, diferentemente das anteriores, revisou todo o algoritmo, e não apenas trabalhou com modificações pontuais.

Com essa atualização, o Google passou a não apenas interpretar as palavras-chave utilizadas pelos usuários, mas também a analisar outros fatores, como contexto, sinônimos, localização, pesquisas anteriores e universo semântico, para entregar melhores resultados às pesquisas.

Pigeon (2014)

→ Início: Julho de 2014
→ Objetivo: Aprimorar buscas locais.

Esta atualização altera drasticamente os resultados retornados pelo Google para pesquisas em que a localização do usuário fazem parte do contexto.

Ela leva em consideração a localização e distância do usuário para determinar a ordem correta dos resultados apresentados. Isso torna as buscas locais mais relevantes, fornecendo uma melhor experiência aos usuários que procuram por informações sobre negócios próximos a ele.

O Pigeon Update também passou a integrar de uma forma mais fluida os resultados da ferramenta Google Maps na página de resultados de busca.

Principais alvos da atualização:

Páginas mal otimizadas;
Configuração imprópria de páginas no Google Meu Negócio;
Inconsistência de nomes, endereços e/ou telefones;

Mobile Friendly (2015)

→ Início: Abril de 2015
→ Objetivo: Valorizar páginas otimizadas para dispositivos móveis.

A atualização Mobile Friendly também ficou conhecida pela alcunha de Mobilegeddon, pois estimava-se que ela causaria um impacto muito maior do que de fato causou.

Através dela, o Google procurou certificar-se de que páginas otimizadas para dispositivos móveis apareceriam no topo dos resultados, em buscas realizadas em smartphones e tablets (buscas realizadas em desktops não foram afetadas pela atualização).

Esse fator é analisado em cada página. Portanto, podem haver páginas em um site consideradas mobile friendly, enquanto outras não.

Principais alvos da atualização:

Sites não otimizados para dispositivos móveis;
Conteúdo ilegível;
Configuração imprópria de viewport.

RankBrain (2015)

→ Início: Outubro de 2015
→ Objetivo: Apresentar melhores resultados através de Machine Learning.

Ainda em 2015, surgiu o RankBrain Update, que adicionou um sistema de Machine Learning (inteligência artificial) ao algoritmo do Google, ajudando-o a decifrar o significado por trás das buscas dos usuários, e apresentar melhores resultados para cada indivíduo.

O RankBrain consegue identificar do que se tratam as páginas, determinar sua relevância e aprender a melhorar seus critérios com o passar do tempo.

* De acordo com o Google, este é um dos três principais fatores de ranqueamento, ao lado de linkagem e conteúdo.

Possum (2016)

→ Início: Setembro de 2016
→ Objetivo: Apresentar resultados mais variados, de acordo com a localização dos usuários.

Após o Possum Update, o Google passou a apresentar resultados mais variados, dependendo da localização física do usuário. Quanto mais próximo você estiver de uma empresa, maior a probabilidade da mesma aparecer nos resultados de busca.

Além disso, a atualização também passou a dar mais atenção para negócios que estão distantes da área física das cidades, tendo em vista que, antes, esses dificilmente apareceriam para os usuários.

Fred (2017)

→ Início: Março de 2017
→ Objetivo: Punir sites com conteúdo de baixa qualidade, voltados para anúncios.

O mais recente update ao algoritmo do Google é o Fred. Seu objetivo é identificar sites que contenham conteúdo de baixa qualidade e publicidade em excesso.

O Google não liberou muitos detalhes a respeito da atualização, e disse apenas que os alvos são sites que violam as Diretrizes para Webmasters. Entretanto, diversos especialistas identificaram que, a maioria das páginas afetadas, são blogs com conteúdos de baixa qualidade, que tratam de tópicos variados, e aparentam terem sido criados apenas para gerar receita através de anúncios.

Ou seja…

Em resumo, existem centenas de fatores que são considerados pelo algoritmo na hora de determinar o posicionamento de cada página nos resultados de busca. O Google está a todo momento implementando melhorias em seu código, que muitas vezes são divulgados meses – ou até mesmo anos – após terem sido aplicadas.

Portanto, é preciso estar sempre atento às diretrizes da empresa, e não procurar brechas no sistema para se beneficiar. Seu site dificilmente terá problemas se seu foco for desenvolver conteúdo de qualidade e relevante para seu público.

E aí? Gostou do conteúdo? Entendeu um pouco melhor do que se tratam as atualizações no algoritmo do Google? Comenta aí embaixo!

Caso você queira saber como está a performance da sua página, confira o texto que desenvolvemos, contendo 5 ferramentas para avaliar o desempenho do seu site.

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Vinicius Moret

Publicitário, gremistão e astrofísico nas horas vagas! É prendado no que diz respeito à AdWords, Analytics e FIFA. Curte games, livros de fantasia, música e tudo mais que possa aproveitar no conforto de sua toca.